...que somos vulneráveis e que precisamos nos defender e defender o que é nosso numa tentativa (inútil) de adiar indefinidamente a morte...
Nesse treinamento:
1-Recebemos e vamos construindo uma visão de mundo repleta de certezas, crenças, valores - como se fossemos o centro da história.
2-Criamos a sensação de que planos, pessoas e coisas são meus...
3-Aprendemos que é natural ter aversão e se sentir contrariado com as coisas, situações e pessoas que são diferentes da nossa vontade.
Mas na verdade esse treinamento está baseado em 3 ilusões, porque:
1-Não existem certezas absolutas, tudo se transforma o tempo todo.
2-Nada é meu, nem minha, nem seu, nem sua; simplesmente convivemos e usamos temporariamente coisas, pessoas e situações
3-A vida não gira somente em torno das nossas preferências e expectativas, principalmente porque não temos o dom de saber com certeza a melhor escolha.
E então... humildemente temos que reconhecer:
1-Certezas são reflexo da ignorância (dúvida)
2-Chamar de meu/minha é reflexo do egoísmo (apego)
3-Contrariar-se com a frustração é o primeiro passo da raiva (aversão)
Essas 3 sensações além de provocar angústia e envenenar a mente e o corpo são totalmente inúteis porque a vida continua no seu passo apesar de todos os aborrecimentos e esforços.
Sugestão de 3 atitudes-antídotos para dissolver esses venenos:
1-Para ignorância: frente às fortes opiniões e impressões perguntar, "como será na verdade?"
2-Para o egoismo: aprender a falar e pensar sem o possessivo meu/minha - "não é a minha casa; é a casa onde moro" etc...
3-Para as raivas: reconhecer que embora as muitas expectativas sejam frustradas, tudo tem sua lógica, a natureza não é louca - tudo tem uma origem e um efeito!
Exercício:
Escrever num papel e colocar o lembrete num lugar visível, espelho do banheiro, porta da geladeira, telefone, agenda, etc.:
> "você tem certeza?"
> "nada e ninguém é meu"
> "tudo está certo"