"Quando obtemos uma vitória, temos de ser muito disciplinados para não perder o equilíbrio, a humildade e o compromisso." (Ross Perot)
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O meio do Caminho
Existe uma charada de criança que é bem interessante:

"Até que ponto um cachorro pode entrar no meio do mato?" A solução é uma brincadeira mas dá origem a boas reflexões e nos ajuda a entender como lidar com os conflitos.

A resposta: o cachorro entra no mato até o meio. Só é possivel entrar no mato até o meio. Se o cachorro for além do meio, ele não estará mais entrando, mas já estará saindo. Simples, não? Parece bobagem, mas isso quer dizer que, quandovamos além do meio, vamos paa outro território. Isso é muito sério!

Numa situaçãode conflito devemos fazer a mesma coisa: em vez de brigar, é aconselhável ir, no máximo, até o meio do caminho.

Quando se vai além desse limite, já é ataque, é invasão. E quem ataca pode sofrer represália, porque dá ao outro o direito de se defender com o uso da força.

Quando pensamos sobre limites, é comum nos perguntarmos: "Onde é o meio do caminho numa situação de conflito? " Numa questão entre dois países, é a fronteira.

Podem-se fazer manobras militares até a divisa com o país vizinho, mais do que isso é invasão. Numa relação interpessoal, o meio do caminho é a outra pessoa. É o respeito ao espaço, ao tempo e ao processo de outra pessoa. Qualquer passo além dessa fronteira também é invasão.

Os antigos estrategistas chinesas tinham o seguinte príncipio: "É melhor recuar um metro do que avançar um centímetro."

Quando invadimos, perdemos a razão, damos oa outro o direito de se defender com uma ação energética. Os taoístas também diziam que, "se dois exercítos forem iguais, vence o lado que tiver o general mais compassivo". Isto é, vence aquele general que prefere não brigar, que lamenta a brutalidade e as perdas que a guerra traz. Se ele entrar nas guerra, é porque já se esgotaram todas as possibilidades pacíficas. Quanto mais ele puder evitar a batalha, melhor. O general compassivo age como a àgua: enquanto for possível, ele não confronta.

Como na vida diária não temos de enfrentar guerras, ou invasões a toda hora, as coisas são mais faceis. Podemos lembrar de que as questões quase sempre são como pequenas pedras no rio e que em situações de confronto o melhor é ser como a àgua. Sabedoria é agir com suavidade, com diplomacia, e não brigar com os obstáculos.

(um trecho do Livro: A Sabedoria da Natureza - Taoismo, I Ching, Zen e os Ensinamentos Essênios.)